Um dia de trabalho rotineiro no transporte coletivo de Curitiba se transformou em uma cena de terror nesta quarta-feira (16). Um motorista da linha Pinheirinho/Rui Barbosa foi brutalmente agredido por um passageiro enquanto conduzia um ônibus lotado. Em depoimento divulgado nas redes sociais pela empresa em que trabalha, o condutor relatou ter levado vários socos na cabeça e chutes na perna direita, o que quase comprometeu o controle do veículo em um trecho de intenso movimento.
Agressão em movimento e risco de tragédia
O pior aconteceu após o recomeço da viagem, com o ônibus trafegando a cerca de 50 km/h em uma via movimentada e próxima a escolas. “Deu vários e vários socos na minha cabeça. Ele me chutou a perna direita e eu perdi o controle do acelerador e freio”, relatou o motorista.
Mesmo sob forte tensão e com risco de um acidente grave, o trabalhador conseguiu imobilizar e frear o coletivo após o agressor se afastar. Para garantir a segurança dos demais passageiros, ele seguiu direto até o Terminal Pinheirinho sem realizar paradas nas estações-tubo. No terminal, um agente da Guarda Municipal interveio, abriu a porta de emergência e retirou o suspeito, que foi detido.
Com 31 anos de dedicação ao transporte coletivo, o motorista afirmou nunca ter vivenciado situação semelhante e desabafou sobre a vulnerabilidade da categoria: “Ele não me matou, mas poderia ter deixado eu com um problema na minha cabeça. Até quando nós vamos viver sem segurança?”.
Posicionamento da Urbs
Em nota oficial, a Urbanização de Curitiba (Urbs) lamentou profundamente o ocorrido e informou que está apurando todas as circunstâncias do caso. “A Urbs reforça que não tolera violência nos coletivos e que segurança é uma prioridade”, declarou o órgão.
A empresa destacou que os motoristas possuem linha de comunicação direta com o Centro de Controle de Operações (CCO) para acionamento imediato das autoridades, além de lembrar a atuação da Patrulha do Transporte Coletivo. A Prefeitura orienta que passageiros e rodoviários registrem ocorrências de violência pelo telefone 156 para auxiliar no reforço das rondas e medidas de segurança. Para acompanhar atualizações sobre segurança pública e o cotidiano da capital, continue no portal.
