Manter uma rotina regular nos horários de ir para a cama e acordar é fundamental para proteger o organismo contra doenças cardiovasculares e respiratórias. Um estudo desenvolvido pelo Scripps Research Institute apontou que variações frequentes no horário de dormir aumentam significativamente os riscos de hipertensão e apneia do sono. A investigação analisou dados de rastreadores digitais de atividade, como smartwatches, ao longo de dois anos em adultos. Os resultados acendem um alerta para a importância da constância nos hábitos noturnos diários.
Risco de apneia cresce 159% e probabilidade de pressão alta sobe 71%
Os dados científicos revelam que uma alteração aparentemente simples de apenas uma hora na rotina de sono semanal já traz impactos expressivos. Para cada aumento de uma hora na variabilidade dos horários, a probabilidade de desenvolver alto risco de apneia obstrutiva do sono subiu 159%. No caso da hipertensão arterial, a probabilidade de apresentar a condição aumentou 71% para cada hora de variação nos hábitos. A irregularidade altera os ritmos do hormônio cortisol e estimula processos inflamatórios no corpo.
Especialistas ressaltam que a apneia é marcada por episódios repetidos de interrupção respiratória durante a noite, gerando roncos e sonolência diurna. O estudo reforça que focar apenas na quantidade total de horas dormidas não é suficiente se os horários variarem constantemente. Mudar o horário de ir para a cama nos fins de semana, por exemplo, desregula o relógio biológico e afeta o metabolismo. As descobertas mostram o potencial dos dispositivos vestíveis para a detecção precoce de riscos à saúde.
Higiene do sono e recomendações práticas para manter a rotina diária
Para combater a irregularidade e garantir o descanso reparador, médicos recomendam a adoção rigorosa de medidas de higiene do sono. É essencial ir para a cama e levantar no mesmo horário todos os dias, inclusive aos sábados e domingos. Evitar o uso de telas de celulares, televisores e tablets antes de deitar ajuda na produção natural da melatonina. Refeições leves no período noturno e a restrição do consumo de café ou bebidas alcoólicas também são fundamentais.
A criação de um ambiente escuro, silencioso e com temperatura agradável favorece a indução contínua e profunda do sono. Atividades relaxantes antes de deitar, como a leitura de livros e a meditação, auxiliam no desligamento das pressões do cotidiano. Pesquisadores darão sequência aos estudos para entender os mecanismos biológicos específicos que conectam a variabilidade do sono às doenças. Para acompanhar mais notícias sobre saúde, bem-estar, ciência e qualidade de vida, continue no portal.
