Direto da redação
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal Exército do Lula no WhatsApp. A ferramenta de comunicação contava com cerca de 3,3 milhões de participantes reunidos na plataforma digital. A medida atende a um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro contra a rede de apoio do adversário.
A representação alega que o grupo foi articulado pelo deputado André Janones para divulgar conteúdos enganosos sobre propostas. No entendimento do presidente da Corte, o canal vinha replicando afirmações que o próprio tribunal já classificara como falsas. Entre as publicações citadas estavam alertas inverídicos sobre o fim do Bolsa Família e cortes em aposentadorias.
Ministro destaca risco ao equilíbrio da disputa e defende a preservação da paridade de armas
Na decisão, o ministro Kassio Nunes Marques ressaltou que a potência da ferramenta causava impacto imediato nas eleições. O magistrado destacou que a liberdade de expressão não pode servir como escudo para a prática de ilícitos eleitorais. A manutenção do canal em funcionamento às vésperas da votação prejudicaria a igualdade de condições entre os concorrentes.
A proximidade do segundo turno das eleições foi um dos fatores determinantes para a concessão da tutela de urgência. O ministro justificou que a permanência da rede ampliava a exposição do eleitorado a dados distorcidos a cada hora. O relator original do processo na Corte havia solicitado esclarecimentos complementares à coligação autora no dia anterior.
Deputado nega irregularidades e afirma que ferramenta servia apenas para mobilização
O deputado André Janones usou as redes sociais para rebater as acusações sobre a finalidade do grupo suspenso. O parlamentar afirmou que o canal não veiculou notícias falsas e atuava apenas na orientação e mobilização do eleitorado. Segundo ele, o espaço servia para organizar apoiadores e estruturar o engajamento de militantes para o segundo turno.
