A Polícia Civil do Paraná deflagrou uma operação tática que resultou na prisão de três pessoas no município de Antonina. Os alvos são apontados como peças-chave de uma associação criminosa estruturada para o parcelamento ilegal do solo e a comercialização fraudulenta de terrenos em áreas de preservação ambiental. O balanço oficial da ação foi divulgado pelas autoridades na tarde desta quarta-feira, consolidando um duro golpe contra a degradação ambiental na região litorânea.
Arsenal de armas e farta munição
Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão nos endereços ligados aos investigados, as equipes de agentes localizaram um verdadeiro arsenal de defesa. Foram apreendidos um revólver calibre .38 e duas pistolas de alto poder de fogo de calibre 9 milímetros, além de um montante expressivo de aproximadamente 500 cartuchos de munições de diferentes calibres.
Os investigadores também recolheram documentação cartorária, contratos de gaveta falsificados, mapas de loteamentos e recibos de transações bancárias nos imóveis vistoriados. Todo esse material gráfico e digital passará por auditorias minuciosas do setor de inteligência da polícia judiciária para identificar o alcance real da fraude e rastrear o destino dos fluxos financeiros arrecadados pela quadrilha. A área de floresta nativa que estava sendo destruída e fragmentada para a abertura de ruas clandestinas.
Prevenção a golpes no mercado imobiliário
Os criminosos se aproveitavam da beleza natural da região histórica de Antonina para atrair compradores desavisados que sonhavam com uma chácara no Litoral, cobrando valores abaixo do mercado formal. O poder público reforça a recomendação para que qualquer cidadão interessado em adquirir imóveis na região litorânea consulte previamente os registros oficiais nas secretarias de urbanismo das prefeituras e nos Cartórios de Registro de Imóveis competentes.
Os três envolvidos capturados em flagrante e preventivamente foram conduzidos às celas da delegacia de polícia de Antonina, onde foram autuados pelos crimes de associação criminosa, posse ilegal de armas de fogo de uso restrito e crimes contra o meio ambiente. O andamento do inquérito policial será compartilhado com o Instituto Água e Terra (IAT) para a aplicação de multas administrativas milionárias contra os infratores. As investigações prosseguem para identificar possíveis ramificações da quadrilha em Curitiba e outras cidades da Região Metropolitana.
