Direto da redação
A adolescente de 14 anos que matou o próprio pai com uma facada em Umuarama, no Noroeste do Paraná, vivia em um ambiente marcado por agressões. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (13), a jovem presenciou repetidos episódios de violência doméstica praticados pelo homem contra a mãe dela. O histórico agressivo do homem de 50 anos era conhecido por pessoas próximas, mas nunca havia sido denunciado formalmente às autoridades.
O crime aconteceu na residência da família, localizada na Rua Guilherme Barbosa, após uma discussão motivada por ciúmes entre o homem e a esposa. Durante o desentendimento, o agressor quebrou o aparelho celular da companheira e a empurrou com violência, causando uma lesão na região do pescoço. Ao notar a gravidade da situação, a filha do casal decidiu intervir para separar a briga e proteger a mãe, momento em que também acabou agredida pelo pai com um soco na boca.
Retorno da vítima ao imóvel e o golpe fatal na região dorsal
Após o primeiro confronto físico, o homem deixou o local, mas retornou ao imóvel pouco tempo depois com o objetivo de recolher alguns pertences pessoais. Ao entrar na casa, uma nova discussão teve início, desta vez diretamente entre o pai e a adolescente. No ápice do estresse emocional, a jovem pegou uma faca de cozinha e desferiu um único golpe na região dorsal do homem, que caiu gravemente ferido no chão do cômodo.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e prestou os primeiros socorros ao homem, encaminhando-o às pressas para um hospital de Umuarama, mas ele não resistiu aos ferimentos. A mãe da adolescente relatou aos investigadores que não presenciou o momento exato da facada, pois havia saído brevemente para o quintal com a finalidade de colocar sacos de lixo na calçada em frente ao imóvel.
Depoimento na delegacia de Umuarama e liberação da jovem
A adolescente foi apreendida por equipes policiais e encaminhada para a sede da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama. No local, a menor de idade prestou depoimento formal acompanhada pela mãe e por representantes legais, detalhando a rotina de medo na casa. Após o término dos procedimentos padrão na delegacia de Polícia Civil, a garota foi liberada para responder ao processo em liberdade, enquanto o inquérito segue em andamento na comarca.
