Direto da redação
Uma reviravolta nas investigações sobre a morte de uma mulher e sua filha de apenas três anos em Porto Rico, no Noroeste do Paraná, traz detalhes perturbadores sobre o que teria ocorrido momentos antes da tragédia. Uma discussão motivada por um pedido de música durante uma confraternização pode ter sido o estopim para o crime.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), testemunhas relataram que Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, teria pedido para tocar uma música que abordava temas como traição e o comportamento de homens narcisistas. O pedido teria causado uma irritação profunda no marido, um homem de 38 anos, que deixou a festa abruptamente sem se despedir de ninguém.
Dinâmica do incidente e versões conflitantes
O caso ocorreu na noite de 2 de maio, por volta das 22h30. O veículo da família entrou em uma rampa de acesso ao Rio Paraná e acabou submerso. Depoimentos indicam que o suspeito saiu da festa dirigindo o carro da família. Ele foi o único a conseguir sair da água com vida. Em depoimento, o homem afirmou que era a esposa quem conduzia o automóvel no momento do acidente.
O resgate das vítimas
Moradores da região que perceberam o carro afundando acionaram o Corpo de Bombeiros e o Samu, mas a profundidade e a rapidez da submersão dificultaram o socorro. Iria Djanira foi a primeira a ser localizada. Chegou a ser retirada da água, mas as manobras de reanimação não tiveram sucesso. Maria Laura, a criança de três anos foi encontrada logo em seguida, também dentro do veículo, já sem sinais vitais.
A comunidade de Porto Rico e região está consternada com a brutalidade do caso. A PCPR continua ouvindo testemunhas e aguarda os laudos da perícia no veículo para confirmar quem ocupava o banco do motorista e se houve alguma falha mecânica ou se a ação foi deliberada.
