Com o avanço dos temporais, enchentes e pontos de alagamento registrados em várias regiões do estado, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou os alertas de prevenção contra a leptospirose. Desde janeiro, o Paraná já confirmou 210 casos da doença, acumulando aproximadamente mil notificações ao longo deste ano.
A transmissão ocorre por meio da bactéria Leptospira, que é eliminada principalmente na urina de roedores e outros animais. A contaminação se dá pelo contato direto ou indireto com a água de enchentes, lama e poças em áreas alagadas, cenários que se tornam frequentes após tempestades intensas e o transbordamento de rios.
Sintomas e período de incubação
A Sesa orienta a população e as redes de atendimento médico a redobrar a atenção aos sinais clínicos após a exposição a locais inundados. O período de incubação da bactéria tempo entre o contato e o surgimento dos primeiros sinais costuma variar entre cinco e 14 dias, podendo se estender por até um mês.
Entre os principais sintomas da leptospirose estão:
- Febre alta repentina;
- Dor de cabeça e dores musculares intensas (especialmente nas panturrilhas);
- Dores nas articulações, náuseas, vômitos e diarreia;
- Icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele, mucosas e olhos.
Diante de quadros febris após o contato com água de alagamentos, a recomendação é buscar atendimento médico imediato e relatar a exposição a enchentes, facilitando o diagnóstico precoce e o início do tratamento adequado. Para acompanhar boletins de saúde pública e notícias do Paraná, continue no portal.
