Direto da redação
A Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Falsa Promessa para desarticular uma rede internacional de tráfico de pessoas no Oeste do Paraná. Três estabelecimentos usados para exploração sexual foram fechados e 11 vítimas de nacionalidade estrangeira resgatadas. Uma mulher, apontada como uma das principais gerentes dos prostíbulos e responsável por submeter as vítimas a forte violência psicológica, foi presa.
Falsas promessas de trabalho e cárcere privado na fronteira
Os mandados de busca e apreensão e a ordem de prisão foram cumpridos nos municípios de Santa Helena e Entre Rios do Oeste. O inquérito aponta que os criminosos aliciavam paraguaias e argentinas em situação de extrema vulnerabilidade com promessas de empregos legítimos no Brasil. Ao cruzarem a fronteira, as mulheres eram trancadas, tinham seus documentos confiscados e eram forçadas a realizar programas sexuais.
A PF descobriu que os criminosos começaram a transferir as mulheres constantemente entre os três prostíbulos da região para despistar o trabalho dos investigadores. Além da apropriação do dinheiro dos programas, os policiais constataram que a quadrilha retinha documentos de identidade de menores.
Consulado apoia repatriação de vítimas para o Paraguai
Ao todo, a mobilização tática resultou na libertação de oito mulheres de nacionalidade paraguaia e três crianças que eram mantidas nos alojamentos. Quatro das vítimas resgatadas optaram por permanecer em território brasileiro e foram inseridas em programas governamentais de acolhimento e proteção social.
As demais vítimas e os menores receberam apoio logístico do consulado paraguaia para a repatriação imediata e reencontro com familiares em seu país de origem.
