Direto da redação
O comércio varejista do Paraná registrou um crescimento sólido de 4,1% no acumulado dos primeiros cinco meses de 2026. O ritmo de expansão dos negócios locais ficou duas vezes acima da média registrada pelo varejo nacional, que fechou em 2% no mesmo período comparativo. Os dados econômicos oficiais integram a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta terça-feira pelo IBGE.
O resultado expressivo demonstra a força do mercado consumidor paranaense e foi puxado pelo segmento de artigos de uso pessoal e doméstico, com alta expressiva de 12,5%. O atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo também operou no azul, com evolução de 5,7% no faturamento das empresas. Outra cadeia de lojas que ajudou a impulsionar o indicador geral foi o varejo de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, que avançou 5%.
Vendas de móveis e eletrodomésticos sobem na economia local
O setor de móveis e eletrodomésticos também se destacou no relatório estadual, fechando os cinco primeiros meses do ano corrente com elevação de 4,8% nas vendas. Em contrapartida, o comércio focado em equipamentos para escritório, informática e aparelhos de comunicação enfrentou dificuldades operacionais e registrou retração de 9,3%.
A pesquisa governamental também indicou um crescimento sustentável na venda de materiais de construção civil em todo o território paranaense. O segmento faturou 2,5% a mais entre janeiro e maio, enquanto a média do país para o mesmo nicho apontou queda de 0,7%. O índice coloca o Paraná na quarta posição do ranking nacional de investimentos em reformas, atrás somente do Espírito Santo, Santa Catarina e do estado de Goiás.
Varejo acompanha retração mensal provocada por combustíveis
Na análise exclusiva do mês de abril de 2026 contra abril do ano anterior, a receita nominal do comércio paranaense subiu 4,6%, superando o índice nacional de 4,2%. Contudo, no comparativo imediato com o mês de março deste ano, o volume de vendas apresentou um recuo de 2% no Paraná após os ajustes sazonais. A oscilação mensal negativa acompanhou a tendência do país devido à flutuação de preços nos postos de combustíveis.
