Direto da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump se reuniram nesta quinta-feira (7) por mais de três horas na Casa Branca para tentar destravar a pauta comercial, que enfrenta tensões desde o ano passado. Eles criaram um grupo de trabalho técnico que terá 30 dias para apresentar uma proposta definitiva sobre as tarifas de exportação e a investigação comercial aberta pelos EUA contra o Brasil.
A lista de queixas americanas inclui o funcionamento do Pix, as tarifas sobre o etanol e questões ambientais. Lula, demonstrando pragmatismo, afirmou a jornalistas que “quem estiver errado vai ceder” e que o Brasil está pronto para discutir qualquer assunto, desde que preservada a soberania nacional. Trump, em suas redes sociais, classificou o encontro como “muito produtivo” e chamou o líder brasileiro de “dinâmico”.
Ofensiva conjunta contra o crime organizado e tráfico de armas
Lula anunciou para a próxima semana o lançamento de um novo plano nacional de combate ao crime organizado. No encontro bilateral, ficou acertada uma cooperação estreita entre a Polícia Federal e as agências americanas para asfixiar o potencial financeiro de facções transnacionais. O ministro Dario Durigan (Fazenda) confirmou que equipes da Receita Federal e da contraparte americana realizarão operações conjuntas.
Terras Raras: Brasil quer deixar de ser “mero exportador”
Um dos temas mais estratégicos para o futuro econômico do Paraná e do Brasil foi a discussão sobre os minerais críticos. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo (21 milhões de toneladas), componentes essenciais para a indústria de alta tecnologia.
Um ponto delicado da reunião foi a entrega de uma lista de autoridades brasileiras que tiveram seus vistos americanos revogados ou restringidos como retaliação a decisões do Judiciário brasileiro. A lista inclui até familiares de ministros, como a filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
