Direto da redação
A Polícia Militar do Paraná atendeu a um chamado inusitado no município de Apucarana, no interior do estado. As equipes foram acionadas para prestar apoio ao Samu em uma ocorrência de suposto surto psicótico no prédio. No entanto, ao chegar ao local, os agentes constataram que se tratava de um cantor de rock. O morador estava apenas cantando dentro do banheiro de seu apartamento no momento do chamado.
As equipes de resgate e segurança chegaram juntas ao imóvel preparadas para contornar a crise do morador. Ao abordarem o jovem de vinte e sete anos, os policiais constataram que ele estava calmo e lúcido. O rapaz explicou que não sofria de nenhum episódio psicótico e apenas consumia bebida alcoólica no local. Ele esclareceu que integra uma banda de rock e estava praticando técnicas vocais no cômodo.
Polícia Militar orienta o músico sobre a emissão de ruídos e libera as equipes de atendimento médico
Após a conversa, os policiais advertiram e orientaram o jovem a respeito da emissão de ruídos em apartamentos. A equipe médica do Samu constatou que não havia necessidade de encaminhamento ou atendimento hospitalar. Diante da ausência de perigo ou crime em andamento, o músico permaneceu na residência sob orientação. A situação inusitada repercutiu entre os moradores da região e nas redes sociais ao longo da semana.
Embora normas condominiais indiquem restrição a ruídos após dez da noite, o barulho excessivo é vedado a qualquer hora. A Lei de Contravenções Penais estabelece punições para quem perturba o sossego ou trabalho alheios. As sanções variam de prisão simples por até três meses até a aplicação de multas financeiras. Em situações extremas, a emissão excessiva de ruídos pode ser configurada como crime ambiental grave.
Especialistas recomendam diálogo entre vizinhos e respeito aos horários para evitar chamados policiais
A Polícia Militar orienta que conflitos sobre barulho em condomínios devem ser resolvidos preferencialmente com diálogo. A busca por acordos entre vizinhos e a comunicação com a síndica evitam o deslocamento desnecessário de viaturas. O acionamento emergencial das forças policiais deve ser reservado para situações reais de perigo. O respeito aos horários de descanso garante a boa convivência e a tranquilidade nos edifícios urbanos.
