Direto da redação
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Nerovino contra o crime de descaminho. A ação visa desarticular uma organização criminosa focada na importação e distribuição clandestina de vinhos argentinos. Mais de cem agentes federais cumprem vinte e cinco mandados de busca expedidos pela Vara Federal de Curitiba.
A Justiça Federal determinou também o sequestro de bens imóveis e veículos de alto valor vinculados aos investigados. As medidas patrimoniais buscam congelar patrimônio acumulado com o lucro das operações ilegais e evitar a dissipação de ativos. Os levantamentos apontaram que o grupo registrava bens em nome de parentes e laranjas para ocultar proprietários. A operação contou ainda com o apoio da Receita Federal na fiscalização de depósitos clandestinos de bebidas.
Investigação iniciada em 2025 revelou estrutura logística complexa com empresas de fachada
A apuração teve início em março de 2025 após a apreensão de mais de quatro mil garrafas no Paraná. Os produtos retidos na ocasião estavam avaliados em quase um milhão de reais na Região Metropolitana da capital. A partir do material apreendido, a Polícia Federal identificou uma rede estruturada e com funções bem definidas.
Para simular a legalidade das remessas, a organização usava empresas de fachada e notas fiscais adulteradas. As movimentações financeiras eram fracionadas e direcionadas para contas bancárias mantidas em nome de terceiros. Esse mecanismo buscava dificultar o rastreamento tributário e acobertar os verdadeiros chefes do esquema de contrabando.
Investigados responderão por lavagem de dinheiro, descaminho e organização criminosa
Os alvos da operação poderão responder judicialmente por crimes de descaminho, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A acusação inclui ainda a imputação pelo delito de integração em organização criminosa armada no território nacional. Os materiais e equipamentos apreendidos nos endereços vistoriados passarão por perícia técnica nos laboratórios da Polícia Federal.
