Direto da redação
Um laudo complementar emitido pelo Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi um homicídio. A perícia técnica descartou categoricamente a hipótese inicial de suicídio após analisar vestígios físicos e padrões de manchas de sangue na cena do crime. A conclusão pericial confirmou a presença e a intervenção direta de uma segunda pessoa no momento do disparo.
O ex-marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, é acusado de ter cometido o feminicídio em fevereiro deste ano. O documento assinado por peritos criminais apontou contradições materiais entre o depoimento inicial do oficial e as provas físicas coletadas no local. Com base no novo relatório técnico, os investigadores e o Ministério Público reforçaram as acusações formais de feminicídio e fraude processual contra o militar.
Superior Tribunal de Justiça mantém prisão cautelar do acusado
Na última segunda-feira, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu um pedido de liminar e manteve a prisão preventiva de Geraldo. O relator destacou a necessidade da custódia cautelar para evitar a interferência do acusado na produção de provas e na instrução criminal. O magistrado citou indícios de que o réu tentou alterar o local dos fatos para induzir a perícia a erro.
A denúncia aponta que o tenente-coronel segurou a companheira e disparou contra a cabeça dela após uma discussão no imóvel do casal. Na sequência, o acusado teria posicionado o corpo da soldado no chão e colocado a arma de fogo na mão da vítima para simular o suicídio. A farsa foi desfeita a partir dos exames imunológicos e papiloscópicos conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Polícia Científica.
Réu nega o crime e permanece detido em presídio militar na Capital
O oficial foi preso temporariamente em março na cidade de São José dos Campos por ordem da Justiça Militar e posteriormente transferido de unidade. O réu cumpre a prisão preventiva nas instalações do Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte da capital paulista. Em seus depoimentos prestados às autoridades de apuração criminal, o tenente-coronel continua sustentando a versão de que a ex-esposa se tirou a vida.
