Uma operação altamente complexa da Polícia Civil do Paraná resultou na captura de um dos criminosos mais perigosos do território nacional. Os investigadores paranaenses prenderam o foragido Márcio Padilha da Silva Costa, popularmente conhecido pelo apelido de Bebezão, de 45 anos. A prisão estratégica ocorreu nas primeiras horas desta quinta-feira em um prédio residencial situado no bairro Jockey de Itaparica, em Vila Velha.
Mandados em aberto e vida oculta
Contra o homem de alta periculosidade pesavam três mandados de prisão expedidos formalmente pelo Poder Judiciário do Estado do Paraná. Os decretos judiciais envolvem crimes graves como lavagem de dinheiro, organização criminosa, porte de arma de uso restrito, tráfico e associação para o tráfico. O suspeito vivia escondido em solo capixaba utilizando uma identidade falsa para enganar as autoridades locais e evitar a sua localização.
O monitoramento constante do serviço de inteligência policial foi fundamental para descobrir o paradeiro exato do chefe da quadrilha interestadual. O delegado responsável pelo caso revelou que o acusado continuava comandando o tráfico de drogas na região do litoral paranaense mesmo estando longe. O chefe criminoso utilizava comparsas de sua inteira confiança para manter as rotas ilícitas em pleno funcionamento, operando todo o esquema à distância.
Lista nacional de alta periculosidade
O indivíduo figurava na restrita lista dos 216 criminosos mais procurados de todo o Brasil, organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O Programa Nacional de Captura monitora esses alvos de maneira especial devido ao forte poder financeiro e de articulação das facções nas fronteiras. Em solo paranaense, as forças de segurança pública classificavam o traficante como um dos seis principais alvos estratégicos do estado.
A ação bem-sucedida de captura reuniu policiais do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico e do Departamento de Operações Especiais. A missão contou ainda com o apoio operacional indispensável dos órgãos locais de segurança pública do Espírito Santo no cerco ao imóvel. O preso agora aguarda a transferência definitiva para o sistema penitenciário paranaense, onde responderá de forma trancada a todos os seus processos acumulados.
