Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná realizou a prisão de duas pessoas durante uma operação integrada em combate ao narcotráfico na capital paranaense. A ação estratégica aconteceu nesta terça-feira, na cidade de Curitiba, em apoio à Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte. Os agentes estaduais saíram às ruas para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
As equipes policiais cumpriram quatro ordens de busca e dois mandados de prisão na região do bairro Cidade Industrial. Os investigados capturados são suspeitos de integrar uma organização criminosa de alta periculosidade estruturada para o tráfico interestadual e internacional de entorpecentes. Os detidos passavam temporadas em diferentes regiões do país para prestar serviços especializados ao bando.
Cocaína era escondida em compartimentos de mármore e granito
A investigação de campo teve início no Nordeste após a apreensão de aproximadamente 111 quilos de cocaína pura escondidos em chapas de granito de uma marmoraria. Conforme a polícia, a quadrilha usava maquinários pesados para adaptar as pedras e criar fundos falsos que armazenavam os tabletes de drogas antes das exportações.
O esquema logístico sofisticado tinha como objetivo final transportar as cargas de cocaína para o exterior por meio de navios cargueiros em portos brasileiros. Os dois operários presos em Curitiba eram especialistas contratados especificamente para realizar os cortes cirúrgicos nas pedras sem levantar suspeitas das fiscalizações alfandegárias. Um dos envolvidos confessou aos policiais que viajou até o Nordeste unicamente para executar a preparação das estruturas minerais a mando dos traficantes.
Justiça decreta bloqueio de bens milionário contra os alvos
Ao todo, a operação nacional resultou no cumprimento de nove mandados de prisão e 12 ordens de busca espalhadas por quatro estados brasileiros. Além do Paraná e Rio Grande do Norte, as equipes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes fizeram incursões em Santa Catarina e São Paulo. O Poder Judiciário determinou o bloqueio de contas e o sequestro de bens dos investigados avaliados no montante de R$ 8,8 milhões.
