Direto da redação
Nesta quarta-feira (23), data em que se celebra o início da primavera e o Dia do Sorvete, o Paraná ganha destaque nacional como um dos maiores produtores da sobremesa no Brasil. Dados atualizados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) revelam que o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional de fabricação de sorvetes e gelados comestíveis, reunindo 546 empresas ativas no setor.
A relevância do parque industrial paranaense chama a atenção quando analisada de forma proporcional. Com uma população estimada em 11,95 milhões de habitantes, o Paraná apresenta uma densidade de fábricas por morador significativamente maior do que a dos líderes do ranking. A produção no estado também se destaca por ser altamente descentralizada, distribuindo-se por polos industriais estratégicos no Norte e no Oeste.
Curitiba supera capitais quentes no ranking de indústrias do setor
Apesar da fama de ser uma das capitais mais frias do país, Curitiba figura surpreendentemente no topo do ranking estadual, concentrando 52 indústrias do ramo. Em âmbito nacional, a capital paranaense ocupa a 8ª colocação entre as cidades com mais fábricas de gelados comestíveis no Brasil, posicionando-se à frente de municípios de clima predominantemente quente, como Goiânia (51), Vitória (49), Cuiabá (44), Teresina (39), Belém (37) e Recife (35).
A presença massiva de unidades fabris em um clima ameno demonstra a força de um mercado produtivo consolidado. A lista das 20 maiores cidades fabricantes do país conta ainda com a presença constante dos municípios de Londrina e Maringá, reforçando a relevância do interior do estado na liderança do segmento alimentício.
Hábito cultural impulsiona consumo de até 5 kg por habitante na capital
Para os especialistas do setor, o desempenho expressivo do Paraná reflete uma mudança de comportamento do consumidor, que passou a enxergar o produto como alimento e opção de lazer durante todo o ano. Luiz Carlos Varela, fundador da marca paranaense Bapka Sorvetes — que completa 35 anos de fundação nesta quarta-feira —, aponta que o hábito na capital é impulsionado por fatores culturais que vão além dos termômetros.
