Imagens que circularam nas redes sociais mostrando ovos expostos sem casca em sacos plásticos em uma feira de São Paulo geraram intensa polêmica entre os internautas. O conteúdo viralizou como uma suposta novidade comercial para facilitar o preparo do alimento no cotidiano. No entanto, o responsável pela banca esclareceu que o recurso servia apenas como amostra visual para demonstrar a qualidade e a cor da gema aos clientes. O episódio acendeu o alerta de órgãos de fiscalização sanitária em todo o país sobre os perigos da prática.
Proibição da venda informal pela Anvisa e os riscos de contaminação por Salmonella
A Vigilância Sanitária de Curitiba e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) esclarecem que a comercialização informal de ovos quebrados é expressamente proibida em feiras e comércios. A casca rígida e suas membranas internas constituem a única barreira natural de proteção contra micro-organismos nocivos, como a bactéria Salmonella. A manipulação direta em ambiente aberto e sem refrigeração adequada favorece a proliferação acelerada de patógenos. A contaminação cruzada nesses locais representa risco elevado de infecção alimentar para os consumidores.
A legislação sanitária em vigor estabelece normas rígidas para a venda de ovos líquidos, claras ou gemas fracionadas para o consumo humano. A comercialização só é permitida quando o processamento ocorre em indústrias inspecionadas e devidamente cadastradas nos órgãos de defesa agropecuária. Os produtos obrigatoriamente precisam passar por pasteurização térmica e permanecer sob refrigeração constante até o momento do consumo. As embalagens industriais devem conter selo de inspeção, número de lote, tabela nutricional e prazo de validade.
Regras para feiras livres em Curitiba e canais de denúncia para a população
Nas feiras livres e mercados da capital paranaense, os ovos in natura comercializados diretamente ao público devem ser mantidos inteiros e com a casca preservada. A fiscalização municipal realiza vistorias periódicas nas bancas para coibir o fracionamento irregular e garantir o cumprimento das boas práticas de higiene. Feirantes que descumprirem as exigências legais estão sujeitos a notificações, apreensão das mercadorias e multas. A conscientização dos comerciantes e compradores é essencial para evitar riscos de intoxicação.
A população desempenha papel fundamental na fiscalização do comércio de alimentos e na proteção da saúde coletiva na cidade. Caso o consumidor presencie a venda de alimentos perecíveis em condições inadequadas de higiene ou sem casca em feiras de Curitiba, denúncias podem ser feitas. A Prefeitura de Curitiba disponibiliza o atendimento ao cidadão por meio da Central 156 ou pelo aplicativo oficial do município. Para acompanhar matérias sobre saúde, vigilância sanitária, alimentação, defesa do consumidor e serviços em Curitiba, continue no portal.
