Direto da redação
O Plenário do Senado Federal iniciou nesta terça-feira (6) o ciclo de discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6×1. O primeiro dia de debates foi marcado pelo esvaziamento das bancadas de oposição e pela ausência de pronunciamentos críticos, à exceção do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que alertou para um potencial choque na economia.
A postura de recuo da oposição ocorre em meio à disputa presidencial do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Aliados da candidatura do PL evitam discursar contra a medida para não gerar desgaste com o eleitorado às vésperas do pleito do dia 25 de outubro, classificando o momento do debate como oportunista.
Regimento interno e prazos para a votação em primeiro turno
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o cronograma de três sessões ordinárias de debate previstas para esta semana e confirmou a inclusão de mais duas sessões na próxima semana. O regimento interno da Casa exige cinco sessões formais de discussão antes que uma Emenda à Constituição possa ser submetida à votação em primeiro turno.
Alcolumbre ressaltou que a deliberação ocorrerá no momento adequado do ponto de vista regimental e que cada parlamentar deve votar conforme sua consciência e trajetória política. A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de setembro, após permanecer três meses paralisada na Casa desde a aprovação pelos deputados.
Impactos no setor produtivo paranaense e logística regional
O debate sobre a redução da carga horária semanal mobiliza os setores de comércio, indústria e agropecuária no estado do Paraná. A adaptação gradativa de 44 para 40 horas ao longo de 14 meses busca garantir previsibilidade operacional e estabilidade econômica para as empresas paranaenses. A preservação da produtividade e o equilíbrio no custo da mão de obra permanecem no centro das preocupações de gestores públicos e empresários locais.
