Direto da redação
A Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), em conjunto com o Instituto Água e Terra (IAT), deflagrou a Operação Voo Livre na região de Guarapuava. A ofensiva ecológica foi realizada ao longo desta semana na região Central do Estado e resultou na aplicação de 400,7 mil reais em multas administrativas. O foco principal das equipes integradas foi fiscalizar criadores amadores para coibir a manutenção irregular de aves nativas.
No total, as equipes de fiscalização vistoriaram 40 criadores cadastrados e particulares de passeriformes para checar as condições de higiene, anilhamento e documentação obrigatória dos planteis. Durante as vistorias técnicas nos criadouros, os policiais e fiscais estaduais identificaram uma série de irregularidades graves e crimes ambientais contra a fauna brasileira. A ação integrada resultou na apreensão imediata de 95 aves silvestres mantidas presas em gaiolas e cativeiros sem autorização dos órgãos competentes.
Pássaros resgatados são devolvidos diretamente à natureza da região
Das quase cem aves nativas resgatadas no perímetro urbano e rural, 25 exemplares apresentavam comportamento selvagem e foram imediatamente devolvidos ao seu habitat natural nas florestas da região. Outros 11 pássaros da fauna paranaense precisaram ser encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) por apresentarem sinais de estresse. As aves restantes ficaram sob a tutela e responsabilidade técnica dos escritórios regionais do IAT para destinação correta.
De acordo com o comando da 4ª Companhia de Polícia Ambiental, a atuação conjunta entre a corporação militar, o IAT e o centro especializado é fundamental para frear o comércio ilegal de espécies protegidas. As lideranças locais reforçaram que essa união logística garante rapidez no processo de reabilitação física dos pássaros debilitados, além de punir financeiramente os infratores. A fiscalização sistemática ajuda a desmantelar redes de tráfico e evita o sofrimento contínuo de animais silvestres engaiolados.
Manutenção ilegal de cativeiro provoca graves desequilíbrios na fauna
O setor de coordenação de fiscalização do IAT em Guarapuava destacou que os trabalhos em campo também promovem a conscientização comunitária e protegem a biodiversidade nativa do Paraná. A manutenção irregular de pássaros aprisionados e a prática de maus-tratos geram prejuízos severos e irreversíveis para o meio ambiente no interior do Estado. O crime afeta diretamente os ciclos reprodutivos naturais das espécies, prejudica a dispersão florestal de sementes e compromete o equilíbrio ecológico.
