Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, uma grande operação nacional para combater crimes digitais contra crianças e adolescentes. As equipes policiais saíram às ruas para cumprir 16 mandados judiciais de busca, apreensão e prisão preventiva expedidos pelo Poder Judiciário. Os alvos da ação policial são pessoas suspeitas de integrar redes virtuais de armazenamento e compartilhamento de materiais de abuso infantojuvenil em várias regiões.
Os trabalhos investigativos atuais começaram após a análise técnica dos dados extraídos do aparelho celular de um criminoso que havia sido capturado na primeira etapa dos trabalhos. A perícia detalhada dos equipamentos tecnológicos foi executada de forma integrada por peritos da Polícia Científica do Paraná. Os relatórios indicaram que os criminosos utilizavam a plataforma internacional de mensagens Telegram para enviar os arquivos ilícitos.
Investigação paranaense recebe apoio internacional e federal
A operação policial conta com o suporte técnico e de inteligência cibernética do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), órgão que é vinculado diretamente ao Ministério da Justiça. A agência policial paranaense também firmou uma cooperação de caráter internacional com a Homeland Security Investigations (HSI), que é o serviço de segurança interna dos Estados Unidos.
O cumprimento das ordens de prisão preventiva e das buscas busca capturar os alvos principais e apreender novos celulares, computadores e HDs externos. Todo o material tecnológico que for recolhido pelas delegacias locais será encaminhado para análises em busca de novas provas associadas aos crimes. O núcleo de investigação de Palmas, no Sul do estado, coordena o fluxo de dados e monitora a transferência dos detidos para o sistema penal paranaense.
Histórico da operação soma dezenas de prisões no país
Na primeira fase operacional do inquérito, as forças de segurança paranaenses conseguiram prender 10 pessoas e cumprir 54 mandados em múltiplos municípios. Já a segunda fase, ocorrida no fim do ano passado, resultou na prisão em flagrante de 14 suspeitos que armazenavam conteúdos.
