Direto da redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18), uma operação para desarticular uma organização criminosa familiar especializada no tráfico interestadual de drogas, comércio e transporte ilegais de armas de fogo de uso restrito, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As equipes cumprem 14 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
As investigações começaram em fevereiro de 2026, desdobrando-se da prisão de um transportador do grupo ocorrida no final do ano anterior. O delegado Victor Loureiro Mattar Assad explicou que a logística do eixo Maringá–Curitiba–Rio de Janeiro foi assumida por um novo líder, que contou com o apoio direto da companheira e dos quatro filhos.
Uso de identidades falsas e transportadoras de fachada no centro logístico
Para operacionalizar o transporte de entorpecentes e armamentos pesados até comunidades dominadas por facções no Rio de Janeiro, o líder do grupo utilizava uma identidade fictícia. Sob o nome falso, ele abriu contas bancárias, registrou veículos de alto valor e fundou uma empresa de transporte para ocultar as ilicitudes em meio a cargas regulares.
O esquema contava com o suporte de veículos “batedores” para monitorar a presença de fiscalização policial ao longo das rodovias. O material ilícito era transbordado em pontos estratégicos antes de seguir para o destino final nas favelas fluminenses.
Estrutura de lavagem de dinheiro movimentou mais de R$ 28,8 milhões
As análises financeiras revelaram uma grande movimentação de recursos incompatível com a capacidade declarada pelos suspeitos, somando R$ 28,8 milhões em créditos. Uma das empresas dos filhos do líder movimentou R$ 4,2 milhões entre 2025 e 2026, apesar de ter declarado faturamento fiscal de apenas R$ 34 mil. Houve ainda registro de saques expressivos em espécie e depósitos em agências do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis.
