Direto da redação
Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que integram a equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando de forma ininterrupta na Venezuela. O país vizinho enfrenta as graves consequências de um forte terremoto devastador ocorrido na última semana. Restam apenas dois dias da chamada janela de resgate considerada internacionalmente mais favorável para a localização de sobreviventes sob estruturas colapsadas.
A missão humanitária brasileira é coordenada diretamente pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), atuando em conjunto com agências internacionais. Desde a última quarta-feira, bombeiros do Paraná, de São Paulo e de Minas Gerais trabalham de forma integrada ao lado de especialistas vindos do Equador e da Inglaterra. Os profissionais se concentram em acessar o subsolo de um edifício residencial de oito pavimentos que desabou completamente.
Indícios de vida no subsolo de edifício mobilizam equipes de três países
As equipes conseguiram detectar sinais vitais em uma área de difícil acesso nos escombros, o que renovou as esperanças dos familiares e das autoridades de salvamento. De acordo com o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, corpos já foram removidos do local, mas a presença de sobreviventes foi confirmada por diferentes aparelhos tecnológicos.
De acordo com os protocolos internacionais adotados em missões de resposta a terremotos, os primeiros dez dias após o colapso concentram as maiores chances de sobrevivência. Isso ocorre porque algumas vítimas conseguem permanecer respirando nos chamados espaços vitais formados entre as placas de concreto. Com o passar do tempo, no entanto, as possibilidades de sucesso diminuem drasticamente em razão da desidratação severa e da falta de oxigênio.
Estrutura robusta enviada pelo Paraná reforça o policiamento e salvamento
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares de elite, dois cães de busca altamente treinados e cerca de quatro toneladas de equipamentos. Os militares embarcaram em dois grupos estruturados, partindo das cidades de Curitiba e Guarapuava com destino à Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. De lá, o contingente seguiu a bordo de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para montar a base operacional em solo venezuelano.
