O cantor e compositor Milton Nascimento, de 83 anos, foi internado na última quinta-feira (16) para o tratamento de um quadro de pneumonia. A informação foi confirmada oficialmente pela equipe do artista por meio de um comunicado divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (17). De acordo com a nota, o problema respiratório é considerado uma intercorrência comum dentro do atual panorama de saúde do músico, que apresenta evolução clínica considerada positiva.
Tratamento e previsão de cuidados domiciliares
Apesar da necessidade de hospitalização para receber suporte clínico imediato, o estado de saúde de Milton Nascimento é classificado como estável. O cantor vem respondendo de forma satisfatória aos medicamentos administrados e permanece sob acompanhamento contínuo de uma equipe multiprofissional. A expectativa dos médicos é de que ele receba alta hospitalar nos próximos dias, dando sequência ao tratamento e à recuperação no conforto de sua residência.
A pneumonia surge em um período em que o artista já conta com uma rotina intensa de cuidados médicos devido a outras condições crônicas de saúde. Milton foi diagnosticado com a doença de Parkinson no ano de 2022. Posteriormente, em 2025, a família do cantor revelou que ele também enfrenta a demência por corpos de Lewy, uma enfermidade de caráter neurológico que costuma gerar impactos progressivos nas capacidades motoras, cognitivas e comportamentais do paciente.
Acompanhamento familiar e boletins anteriores
Os primeiros sinais de desgaste acentuado na saúde do músico foram compartilhados publicamente por seu filho e empresário, Augusto Nascimento, que identificou as primeiras alterações de memória e comportamento que levaram ao diagnóstico neurológico definitivo. Nos últimos anos, o cantor passou por outros episódios de internação preventiva, incluindo um quadro de desidratação severa registrado em junho de 2025, motivado por dificuldades na ingestão de líquidos e alimentos.
Ao longo de sua trajetória, o ícone da Música Popular Brasileira (MPB) também enfrentou outros desafios médicos, como distúrbios metabólicos associados ao diabetes crônico na década de 1990 e exames cardiovasculares detalhados em 2014 para monitoramento de stents coronários. A equipe atual optou por resguardar a privacidade do cantor, não divulgando o nome da instituição hospitalar onde ele está recebendo o atendimento atual.
