De acordo com a perícia, as vestimentas de Gustavo estavam completamente embebidas pelo produto. As lesões descritas na necropsia, incluindo queimaduras químicas no rosto, abdômen e coxas, foram consideradas totalmente compatíveis com a exposição à substância. A causa da morte apontada no documento foi asfixia mecânica por edema de via aérea (inchaço na garganta decorrente de reação química), além de crises convulsivas e paradas cardiorrespiratórias sofridas logo após o ritual.
Diferença nas amostras e investigações
Um dos pontos que intrigou os peritos durante a investigação foi a divergência química encontrada nas análises. O exame apontou que o fenol encontrado nas roupas de Gustavo estava dissolvido em água. Já o líquido recolhido de uma garrafa utilizada no dia continha fenol misturado a hidrocarbonetos (derivados de petróleo), tornando as duas amostras quimicamente incompatíveis.
Até o momento, a perícia não conseguiu determinar a origem exata do fenol encontrado nas roupas nem se houve adulteração proposital, uma vez que seria necessária uma amostra original do óleo de motor empregado na escola de aviação para fins de comparação.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) prevê a conclusão do inquérito policial ainda nesta segunda-feira (21). A apuração deve esclarecer os pontos obscuros do caso, como a origem da substância e a dinâmica dos fatos. O instrutor responsável por jogar o produto no piloto foi autuado inicialmente por homicídio culposo (sem intenção de matar), pagou fiança de R$ 3 mil e responde ao processo em liberdade.
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