Direto da redação
A juíza Mychelle Pacheco, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, remarcou o julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva para o período de 9 a 13 de novembro, com sessões iniciando às 9h30. Além de determinar a nova data, a magistrada dissolveu o conselho de sentença e comunicou formalmente o seu afastamento da condução do processo, transferindo o caso para outro juiz.
O réu é acusado de ter promovido um ataque a tiros no interior de uma loja de conveniência em um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei, em 1º de maio de 2022. O crime culminou na morte do fotógrafo André Munir Fritoli, de 32 anos, e deixou outras sete pessoas feridas. Massuia responde por homicídio triplamente qualificado e por sete tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras: motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Tentativa de suicídio em cela do fórum causou suspensão da sessão em setembro
A interrupção do júri popular ocorreu no último dia 10 de setembro, enquanto a última testemunha de acusação prestava depoimento no plenário. O réu tentou contra a própria vida dentro da cela de custódia do Fórum, utilizando uma peça de vestuário. Ele foi socorrido no local após ser encontrado por seu advogado de defesa, Heitor Bender, que passava pelo corredor a caminho do banheiro.
Após ser atendido de emergência por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Massuia foi transferido para o Complexo Médico Penal (CMP), localizado em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Preso preventivamente desde a data dos fatos, o ex-policial federal aguarda a nova sessão do Tribunal do Júri sob custódia e acompanhamento médico no estabelecimento penal.
Defesa de ex-policial federal critica remarcação do júri e alerta para precariedade na saúde mental do réu
A defesa do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva manifestou contrariedade em relação à decisão da Justiça de remarcar o julgamento do acusado para o período de 9 a 13 de novembro de 2026. Em nota oficial assinada pelos advogados Heitor Luiz Bender, Paulo Veiga e Carolina Natividade, a equipe jurídica criticou o agendamento da nova data e o posterior afastamento da magistrada Mychelle Pacheco.
