Direto da redação
A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Paraná identificaram seis novas vítimas em uma apuração de abusos em Fazenda Rio Grande. Com os novos depoimentos colhidos, subiu para dez o número de pessoas que formalizaram denúncias contra o investigado Flúvio Cosme Adão. O suspeito cumpre prisão preventiva desde outubro de 2025 e já responde a processos criminais instaurados por estupro de vulnerável contra quatro vítimas.
O investigado exercia a função de liderança na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Além disso, o homem mantinha atuação constante e direta no Clube de Desbravadores, projeto voltado ao atendimento de crianças e adolescentes. As investigações apontam que ele se aproveitava da posição de confiança institucional e do contato próximo para se aproximar das famílias. Os depoimentos mais recentes indicam que as práticas abusivas ocorriam há décadas.
Divulgação autorizada pela Justiça e canais de atendimento
A divulgação oficial do nome do investigado foi autorizada pelo Poder Judiciário para auxiliar na identificação de outras potenciais vítimas. A 4ª Promotoria de Justiça de Fazenda Rio Grande disponibilizou canais diretos para o recebimento de informações com sigilo totalmente garantido. Os contatos podem ser feitos por aplicativo de mensagem, correio eletrônico institucional ou atendimento presencial na sede do Ministério Público.
O Ministério Público do Estado do Paraná atua na produção de provas e no acompanhamento das medidas cautelares aplicadas ao investigado. Os processos criminais em andamento seguem os prazos legais da instrução judiciária até o julgamento definitivo pela Justiça Paranaense. As autoridades reforçam a importância de que pessoas afetadas por situações semelhantes procurem o sistema de proteção e façam o registro.
Atuação das redes de proteção e combate à impunidade
A identificação de novas vítimas demonstra a eficácia da divulgação pública de casos de repercussão para a proteção da comunidade. O engajamento das instituições de controle e segurança garante que denúncias de crimes graves contra vulneráveis recebam a devida apuração. A participação da população por meio de canais oficiais de denúncia é fundamental para interromper ciclos de impunidade e violência.
