Direto da redação
A Polícia Civil de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do encontro de um feto enterrado no quintal de um imóvel. A situação foi descoberta na quarta-feira (2) após uma comunicação realizada por um profissional da rede de saúde local. As autoridades policiais e os peritos foram acionados para isolar a área e efetuar os primeiros levantamentos técnicos na propriedade.
De acordo com as apurações preliminares da investigação, uma moradora de 29 anos teria sofrido um aborto no local e enterrado o feto no terreno da casa. A própria mulher foi quem relatou o fato ao agente comunitário durante um atendimento de saúde. Com base na informação prestada, as equipes das forças de segurança foram até o endereço indicado para fazer a verificação dos fatos e adotar os procedimentos legais.
Perícia técnica realiza exames no local para apurar a causa do aborto
Equipes da Polícia Científica estiveram no imóvel para realizar a perícia de campo e efetuar o recolhimento do feto para exames necroscópicos. O trabalho pericial busca identificar o tempo de gestação e esclarecer se a interrupção ocorreu de forma espontânea ou provocada. Os laudos biológicos emitidos pelos peritos vão compor as provas materiais que auxiliarão os investigadores na reconstrução cronológica do evento no município.
O delegado encarregado das apurações informou que a equipe policial trabalha com diversas linhas de investigação sem descartar nenhuma hipótese inicial. A mulher de 29 anos e seus familiares próximos foram devidamente identificados pelas autoridades policiais para prestarem depoimentos formais. Os esclarecimentos prestados pelos envolvidos ajudarão a definir se houve a prática de algum ato ilícito no caso investigado em Ponta Grossa.
Depoimentos de familiares vão orientar os novos desdobramentos do inquérito
A mulher que relatou o ocorrido receberá atendimento médico e prestará declarações oficiais assim que apresentar condições de saúde adequadas. Familiares que residem na mesma casa também serão ouvidos para que a polícia entenda o grau de conhecimento de terceiros sobre a gestação. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos do Instituto Médico-Legal para definir os novos desdobramentos e eventuais responsabilizações jurídicas.
