Direto da redação
Um ex-professor de um colégio estadual em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, está sendo investigado pelo crime de assédio sexual contra uma aluna de 15 anos. A apuração do caso está sob responsabilidade do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes. O homem exigia o envio de fotos íntimas da vítima e usava chantagens para constrangê-la a cumprir as exigências no ambiente escolar.
Mensagens divulgadas pelas autoridades mostram que o suspeito ameaçava reprovar a estudante de ano e expô-la à família caso ela recusasse o envio do material cobrado. Após o relato da vítima, a administração escolar instaurou um procedimento administrativo contra o profissional, resultando em seu afastamento definitivo da instituição. O Núcleo Regional de Educação confirmou que o investigado não faz mais parte do quadro funcional da rede estadual de ensino.
Cumprimento de mandado de busca e apreensão de equipamentos
Na última sexta-feira (7), a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, localizada no bairro Uvaranas. A ação contou com o apoio de peritos da Polícia Científica para o recolhimento de materiais eletrônicos e equipamentos computacionais no endereço. Durante as buscas no imóvel, os agentes apreenderam o aparelho celular, um computador portátil e diversos dispositivos de armazenamento do investigado.
A perícia analisará o conteúdo das mídias para verificar se o suspeito armazenava outros materiais ilícitos envolvendo adolescentes. Além do assédio sexual, a verificação técnica nos equipamentos busca comprovar a eventual prática de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. O homem responde ao inquérito policial em liberdade por não ter ocorrido situação de prisão em flagrante no momento do registro da denúncia.
Segredo de Justiça e colaboração das autoridades educacionais
O processo tramita sob segredo de Justiça para garantir a proteção integral à identidade e à integridade psicológica da vítima menor de idade. O Núcleo Regional de Educação reiterou que permanece à disposição do Ministério Público e da Polícia Civil para prestar esclarecimentos e fornecer documentos necessários. As investigações prosseguem até a emissão dos laudos periciais finais e o oferecimento formal da denúncia à Justiça.
