Direto da redação
O mercado financeiro viveu uma jornada de forte estresse com investidores buscando proteção diante de um cenário global e doméstico incerto. A moeda americana chegou a superar a marca de R$ 5,18 durante as primeiras horas de negociação, refletindo o desespero de agentes econômicos com o aperto da inflação mundial e o recuo no apetite por risco em bolsas internacionais.
O grande vilão do dia no cenário internacional foi o petróleo do tipo Brent, que chegou a disparar 5% no pico das operações matutinas. Ataques contra infraestruturas energéticas no Oriente Médio voltaram a acender o alerta de desabastecimento global, empurrando as cotações para patamares alarmantes e reacendendo os temores de novas altas nos juros das grandes economias.
Crise no STF e minério em queda livre afundam a bolsa brasileira
No front interno, as incertezas políticas locais minaram o humor dos operadores ao longo de todo o pregão. A expectativa em torno do julgamento do relatório da Polícia Federal no Supremo Tribunal Federal sobre o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master gerou forte cautela, paralisando grandes aportes e mantendo o volume financeiro travado em meio às movimentações em Brasília.
Para piorar a situação da bolsa paranaense e nacional, o setor de mineração sofreu forte baque com a queda do minério de ferro na China. As principais ações ligadas às commodities amargaram perdas expressivas, impedindo qualquer reação do Ibovespa, que fechou o dia em queda de quase 1%, arrastado pela combinação entre crise política e desvalorização dos produtos básicos.
Sinais de trégua diplomática evitam desastre maior no encerramento dos negócios
Apesar do tombo registrado nos principais indicadores, a tempestade perfeita deu sinais de arrefecimento nas últimas horas de operação. A sinalização de diálogo entre os governos dos Estados Unidos e do Irã acalmou parcialmente os ânimos, permitindo que a moeda norte-americana reduzisse os ganhos do dia e encerrasse cotada no patamar de R$ 5,14.
