Direto da redação
Com a proximidade do inverno, o Instituto Água e Terra (IAT) intensificou o monitoramento e a orientação técnica para a produção e o plantio de mudas florestais nativas no Paraná. A meta central do órgão, vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), é reduzir perdas causadas por geadas severas e déficit hídrico.
De acordo com a bióloga do instituto, Roberta Scheidt Gibertoni, as temperaturas muito baixas comprometem o estabelecimento das mudas no campo e elevam o risco de mortalidade das espécies sensíveis. Por isso, os viveiros estão intensificando os cuidados com irrigação, proteção física e manejo diário.
LOGÍSTICA E ESPÉCIES RESISTENTES AO CLIMA RIGOROSO
As baixas temperaturas afetam diretamente a logística de transporte e a distribuição rodoviária das plantas pelas estradas paranaenses. O deslocamento em caminhões exige cuidado redobrado para evitar que os ventos gelados desidratem o caule ou danifiquem as folhas das mudas antes do plantio definitivo.
Para quem deseja realizar plantios durante a estação, o IAT recomenda priorizar espécies nativas que possuem excelente resistência natural ao gelo e às geadas. Entre as mudas mais adaptadas ao inverno paranaense estão a tradicional araucária, a bracatinga, o ipê-amarelo, a pitanga, a guabiroba e a cerejeira-do-mato. Essas árvores apresentam melhor desempenho biológico em condições extremas.
RECOMENDAÇÕES PARA O PLANTIO SEGURO E ECOSSISTEMAS
A orientação para a população que pretende plantar nos meses frios é escolher dias com clima menos rigoroso e evitar períodos de geada iminente. É indispensável garantir a irrigação regular das mudas recém-plantadas, principalmente nos primeiros dias no campo, além de criar barreiras de proteção contra ventos cortantes. O IAT reforça que o uso de múltiplas espécies nativas em projetos maiores gera maior diversidade ecológica.
