Direto da redação
O governo federal solicitou o bloqueio de 13.241 sites de apostas ilegais desde 25 de setembro, data em que as bets foram proibidas no Brasil. Além das páginas de jogos, foram solicitadas as remoções de milhares de contas e canais em redes sociais como Facebook, Instagram, Telegram e TikTok. O Ministério da Fazenda destacou que a medida estanca uma sangria diária de até R$ 650 milhões que saíam da poupança popular.
Com o encerramento do funcionamento das plataformas, cerca de R$ 1,325 bilhão ainda aguardam ressarcimento aos usuários em todo o país. O montante pertence a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores que mantinham cadastros ativos nas empresas de jogos. Como o prazo limite para a retirada voluntária expirou na última segunda-feira, as plataformas devem repassar os saldos restantes diretamente aos bancos.
Apenas 1% dos apostadores concentra 80% dos valores retidos nas plataformas
A análise dos dados revelou que a maior parte do dinheiro acumulado está concentrada com uma pequena parcela de usuários do sistema. Apenas 1% dos cadastrados, o equivalente a cerca de 200 mil pessoas, detém 80% de todo o montante pendente de reembolso. Por outro lado, a imensa maioria dos perfis possui valores irrisórios, inferiores a um real em suas contas virtuais.
Contas com movimentações suspeitas serão investigadas por lavagem de dinheiro
Paralelamente ao processo de ressarcimento das quantias, as autoridades federais vão investigar cerca de 40 contas que possuem saldos milionários. A apuração vai averiguar a ocorrência dos crimes de lavagem de dinheiro e conexões com facções do crime organizado. A fiscalização continuará ativa para impedir o surgimento de novos domínios virtuais clandestinos atuando em território nacional.
O Ministério da Fazenda reforçou que a ofensiva contra o mercado ilegal de apostas continuará de forma permanente nos próximos meses. As equipes técnicas mantêm o monitoramento diário para identificar páginas que tentem burlar os bloqueios aplicados pelas operadoras. A população também pode colaborar denunciando canais e perfis suspeitos que promovam jogos não autorizados nas redes.
