Direto da redação
Uma mulher de 38 anos confessou ter inventado uma falsa história de sequestro, roubo e cárcere privado no município de Francisco Beltrão, no Sudoeste paranaense. A Polícia Civil esclareceu que a moradora criou a versão por vergonha de admitir à família que havia passado a noite ingerindo bebidas alcoólicas com acompanhantes.
A ocorrência começou quando a mulher procurou a delegacia afirmando ter sido abordada por três criminosos na noite anterior. Na falsa denúncia, ela declarou que foi mantida refém até o dia seguinte e que o trio havia roubado seu automóvel e duzentos reais em dinheiro. As forças de segurança iniciaram buscas urgentes e inseriram o veículo nos sistemas de alerta para localizar o automóvel e identificar os suspeitos.
Contradições e confissão durante depoimento
Horas após o alerta emitido, os policiais encontraram o carro abandonado na área central da cidade e o guincharam para a delegacia local. Contudo, o avanço das diligências investigativas e a análise de detalhes técnicos revelaram diversas contradições no relato fornecido pela suposta vítima. Diante dos fatos divergentes, os investigadores intimaram a mulher a prestar um novo depoimento para esclarecer as incoerências identificadas.
Na sede policial, a investigada admitiu que nenhum crime havia acontecido e que havia se deslocado de forma totalmente voluntária para outro endereço. A moradora reforçou que inventou a abordagem violenta para evitar conflitos familiares ao retornar para a sua residência no dia seguinte. A confirmação da farsa encerrou as buscas pelos supostos assaltantes na região e esclareceu o abandono do veículo na via pública.
Procedimento criminal e encaminhamento à Justiça
Diante da confissão formalizada, a Polícia Civil instaurou um procedimento criminal contra a mulher pela prática de comunicação falsa de crime ou contravenção. A conduta mobilizou recursos públicos, agentes e viaturas em uma apuração baseada em fatos inverídicos contados às autoridades.
