Entre os alvos da nova ofensiva estão as maiores facções criminosas do Brasil: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O pacto prevê medidas rígidas como o congelamento de ativos financeiros, restrições de imigração e vistos para membros e apoiadores, além da responsabilização criminal de indivíduos que forneçam suporte logístico ou material a esses grupos.
Quem integra o Escudo das Américas?
Lançada inicialmente em março de 2026 na Flórida (EUA), a aliança agrupa governos ideologicamente alinhados à pauta de segurança externa defendida pela administração republicana. Atualmente, o bloco é composto por 15 nações:
- Estados Unidos
- Argentina
- Belize
- Bolívia
- Chile
- Colômbia
- Costa Rica
- El Salvador
- Equador
- Guiana
- Honduras
- Panamá
- Paraguai
- Peru
- República Dominicana
O Brasil e o México não integram a coalizão. A ausência brasileira gerou debates diplomáticos, especialmente após discursos incisivos na ONU em que Trump comparou cartéis ao “Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental” e defendeu o uso de prerrogativas rígidas de segurança sob a chamada “Doutrina Donroe”. Em resposta, o presidente brasileiro reforçou o compromisso com o multilateralismo e a soberania nacional, declarando que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Divergência jurídica sobre o narcoterrorismo
A inclusão do PCC e do CV na lista internacional de alvos do bloco esbarra na legislação interna brasileira. Enquanto os Estados Unidos e os parceiros do Escudo das Américas tratam as facções sob a ótica do narcoterrorismo, especialistas e autoridades do Ministério da Justiça do Brasil ponderam que as organizações criminosas nacionais possuem motivações estritamente financeiras, voltadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, sem vieses ideológicos, políticos ou religiosos que preencham os requisitos da lei antiterrorismo brasileira.
A medida eleva a pressão internacional sobre os tentáculos financeiros das facções, mas abre um flanco de intensas discussões jurídicas e diplomáticas sobre soberania e cooperação transnacional.
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