De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar mais de 35 mil novos casos de câncer de pulmão por ano no triênio de 2026 a 2028. No entanto, especialistas reforçam que a mera presença de um nódulo não significa câncer.
Nem todo nódulo pulmonar precisa ser operado
O cirurgião torácico Leonardo Roeder, que atua em hospitais de referência em Curitiba como o Universitário Cajuru e o São Marcelino Champagnat, esclarece que alterações pulmonares desse tipo podem estar associadas a cicatrizes de infecções antigas, processos inflamatórios e outras condições benignas.
Segundo o médico, os nódulos são achados frequentes devido ao avanço e à ampla utilização de exames como a tomografia computadorizada. Cerca de 30% das tomografias de tórax identificam algum nódulo, mas pelo menos 95% deles são benignos.
“Nem todo nódulo pulmonar precisa ser retirado. Em muitos casos, o acompanhamento com exames de imagem é suficiente. A cirurgia pode ser indicada quando há crescimento da lesão, características suspeitas ou dúvidas sobre o diagnóstico”, destaca Roeder.
Diagnóstico precoce e opções de tratamento
A cirurgia é uma das principais opções terapêuticas quando a doença está localizada e existe a possibilidade de remoção completa do tumor. A indicação depende do estágio, tamanho, localização da lesão e das condições respiratórias do paciente.
O especialista ressalta que ferramentas modernas de rastreamento, como a tomografia de baixa dose, permitem identificar lesões ainda assintomáticas, aumentando expressivamente as chances de cura. Nos casos em que o câncer é confirmado, o tratamento pode envolver abordagens combinadas, como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, sempre guiadas por uma avaliação multidisciplinar entre o cirurgião torácico e o oncologista clínico.
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