Direto da redação
Um levantamento do Instituto Nexus apontou que o número de eleitores com idade entre 16 e 24 anos teve uma queda de 22%. Em números absolutos, a população jovem apta a votar encolheu em 5,5 milhões de pessoas no período. Enquanto em 2010 o segmento reunia 24,7 milhões de brasileiros, o contingente caiu para 19,2 milhões.
Paralelamente, o eleitorado total do país registrou expansão de 17%, saltando de 135,8 milhões para 158,8 milhões de pessoas. Essa combinação provocou uma redução proporcional acentuada da juventude nas urnas, passando de 18,2% para 12,5% da base votante nacional. Em contrapartida, o total de idosos com título ativo cresceu cerca de 74% desde 2010, ultrapassando a marca de 36,8 milhões de cidadãos.
Impacto nas estratégias de campanha e no engajamento eleitoral
Especialistas ressaltam que, em disputas acirradas, cada fatia do eleitorado mantém seu valor estratégico. A perda de peso quantitativo do voto jovem muda o foco das coordenações de campanha, que passam a olhar para prioridades específicas como capacitação profissional e entrada no mercado de trabalho. Apesar do menor peso relativo, jovens de 16 e 17 anos — cujo voto é facultativo — registraram taxa de comparcimento de 82,9% no primeiro turno do último pleito geral, acima da média nacional de 79,1%.
Disparidades regionais no eleitorado jovem
As regiões Sul e Sudeste, que abrigam os maiores colégios eleitorais do país, concentram os menores percentuais de jovens aptos a votar. O Rio Grande do Sul figura como o estado mais envelhecido, com a faixa de até 24 anos representando apenas 9% do eleitorado, acompanhado por Rio de Janeiro (10%), São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná (todos com 11%).
No extremo oposto, estados do Norte e Nordeste registram as maiores proporções de jovens no eleitorado. Roraima, Acre, Amapá e Amazonas lideram o ranking nacional, com 18% de jovens entre os votantes ativos. Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%) também mantêm índices superiores à média nacional, desenhando um novo mapa político em que o peso da juventude se desloca para fora do eixo Centro-Sul.
