Direto da redação
O setor de Recreação e Cultura no Paraná apresenta um ritmo de expansão superior ao desempenho médio do país em 2026. Segundo dados da Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo, a expectativa é de que a movimentação financeira nessas atividades alcance R$ 10,57 bilhões no Estado até o encerramento do ano.
A metodologia do levantamento abrange um leque diversificado de despesas no orçamento das famílias. A conta inclui desde a compra de eletrônicos, artigos de TV, vídeo, telefonia e informática, até mensalidades de academias, taxas de clubes, artigos esportivos, de camping e pesca. O indicador contabiliza também gastos diretos com ingressos para cinemas, teatros, shows musicais e eventos esportivos, além da aquisição de brinquedos e publicações impressas não técnicas.
Expansão do mercado atrai 1.115 novos estabelecimentos comerciais em 12 meses
A elevação do montante financeiro alocado pela população paranaense refletiu diretamente no aumento do número de empresas ativas no setor. Entre abril de 2025 e abril de 2026, foram inaugurados 1.115 novos pontos comerciais no Estado. Com essa expansão, o Paraná soma atualmente 12.609 estabelecimentos dedicados ao lazer, cultura e esportes.
A liderança nacional do consumo permanece concentrada no estado de São Paulo (R$ 43,95 bilhões), seguido por Minas Gerais (R$ 17,69 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 17,09 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 10,99 bilhões). Por outro lado, Roraima (R$ 321,3 milhões) e Amapá (R$ 379,1 milhões) figuram na base do ranking de desembolso.
Desigualdade de renda provoca retração de quase R$ 33 milhões no consumo das classes D e E
Apesar dos números globais positivos para a economia estadual, o recorte por extrato socioeconômico expõe uma retração expressiva no acesso da população de menor renda ao lazer. Enquanto as classes A, B e C expandiram seus aportes no setor, as classes D e E reduziram seus desembolsos de R$ 566,11 milhões em 2025 para R$ 533,15 milhões projetados para 2026.
