Direto da redação
O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (28) em queda de 0,57%, vendido a R$ 5,032, influenciado pelo arrefecimento das tensões geopolíticas internacionais. A cotação abriu o dia pressionada a R$ 5,07, mas perdeu força ao longo da tarde e atingiu a mínima de R$ 5,02 por volta das 15h15. Apesar do recuo observado na sessão, a moeda norte-americana ainda acumula uma valorização de 1,60% no mês de maio.
O ambiente de maior calmaria internacional reduziu a busca por ativos de proteção e segurança, favorecendo diretamente as moedas de países emergentes, como o real. Paralelamente, o índice de preços PCE nos Estados Unidos veio ligeiramente abaixo das expectativas, reforçando a percepção de uma inflação controlada e trazendo alívio adicional ao mercado de câmbio.
Ibovespa cai na contramão de Nova York e segura os 175 mil pontos
Ao contrário do cenário de calmaria verificado no câmbio, o mercado de ações brasileiro enfrentou volatilidade e não conseguiu acompanhar os recordes históricos dos índices americanos. O Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou as negociações com perda de 0,39%, fixado nos 175.063 pontos, acumulando um recuo de 6,54% no mês.
O indicador acionário foi puxado para o campo negativo majoritariamente pelo desempenho das ações de grande peso, como os papéis da estatal de petróleo Petrobras. O recuo ocorreu mesmo após a petroleira anunciar um reajuste no preço do combustível nas refinarias, uma medida que costuma agradar investidores. O mercado também digeriu indicadores locais de emprego.
Oscilação do petróleo e cautela com os juros futuros no Brasil
Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam com leve alta no mercado internacional, após operarem com forte oscilação devido aos relatos de novos ataques. O barril do tipo Brent, referência utilizada para a precificação da Petrobras, subiu 0,49% e fechou negociado a US$ 92,70 na bolsa de Londres.
