Direto da redação
O mercado financeiro doméstico viveu um dia de alívio na sessão desta sexta-feira com o alinhamento de fatores internos e externos. O dólar comercial fechou em queda de 1,00%, cotado a R$ 5,142 na venda, atingindo seu menor nível nos últimos dez dias. A divisa norte-americana acumulou recuo semanal de 1,53% diante de um movimento de desvalorização internacional da moeda frente a ativos emergentes.
O fraco desempenho da moeda dos Estados Unidos no exterior esteve relacionado às operações de recompra de títulos de longo prazo promovidas pelo Tesouro norte-americano. Esse cenário aumentou a liquidez internacional e favoreceu moedas globais, incluindo o real e o peso chileno. O índice DXY encerrou a semana negociado próximo de 98,85 pontos.
Recuperação da B3 e desempenho do mercado acionário
Na Bolsa de Valores brasileira, a B3, o principal índice da renda variável manteve a trajetória de recuperação e fechou em alta de 1,85%. O Ibovespa atingiu o patamar de 171.031,73 pontos no final dos negócios, registrando o seu melhor desempenho desde o dia 10 de agosto. O resultado garantiu um ganho acumulado de 2,45% na semana, reduzindo as perdas mensais.
A alta observada no indicador acionário brasileiro foi puxada expressivamente pelas ações de grande peso, como as de instituições bancárias e empresas do setor metalúrgico. Apesar da reação positiva no acumulado semanal, os dados operacionais indicam que o fluxo acumulado de capital estrangeiro no mês de agosto registra saldo negativo expressivo na bolsa.
Tensão geopolítica e pressão nas cotações do petróleo
No segmento das commodities energéticas, as negociações mantiveram trajetória ascendente devido às contínuas tensões diplomáticas e militares entre Estados Unidos e Irã. Os impasses nas negociações internacionais e as restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz aumentaram as incertezas operacionais. O barril do tipo Brent finalizou o dia cotado acima de US$ 94.
