Direto da redação
Lionel Messi oficializou o fim de sua jornada com a Seleção Argentina. O camisa 10 e capitão da equipe publicou uma carta aberta de despedida para confirmar que não vestirá mais a camisa albiceleste. O anúncio ocorreu após um período de reflexão iniciado ao fim da Copa do Mundo de 2026, na qual a Argentina ficou com o vice-campeonato diante da Espanha, e foi reforçado pelo falecimento recente de seu pai, Jorge Messi.
A decisão encerra uma das trajetórias mais vitoriosas e emblemáticas da história do futebol internacional. Messi deixa a seleção como o atleta com mais partidas disputadas (207) e o maior artilheiro absoluto do país (125 gols), além de ter distribuído 65 assistências ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à equipe nacional.
Uma carreira marcada por glórias e superação
A trajetória de Messi na seleção adulta começou em agosto de 2005. Após anos de cobrança e vices dolorosos, o camisa 10 liderou a Argentina em uma era dourada de conquistas sob o comando de Lionel Scaloni. O ápice do ciclo foi o tricampeonato mundial na Copa do Mundo do Catar, em 2022.
Além do título mundial, o capitão ergueu duas taças da Copa América (2021 e 2024) e a Finalíssima de 2022. Em categorias de base, também conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e o Mundial Sub-20 em 2005. Na Copa do Mundo de 2026, Messi despediu-se dos Mundiais somando 8 gols no torneio e alcançando a marca de 21 gols no total em seis edições disputadas.
Transição de ciclo e dedicação ao futebol de clubes
Em suas palavras de despedida, Messi ressaltou que tomou a decisão por entender que deu tudo o que tinha pela seleção e para abrir espaço para a nova geração de jovens talentos argentinos. O craque continuará em atividade no futebol de clubes defendendo o Inter Miami, dos Estados Unidos, equipe com a qual possui contrato e segue atuando na Major League Soccer (MLS).
