Direto da redação
A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do TJPA, causou polêmica ao criticar as novas restrições aos “penduricalhos” da magistratura. Durante uma sessão, a magistrada afirmou que a situação financeira da categoria é “muito triste” e que o limite de gastos imposto pelo STF assemelha o trabalho dos juízes ao regime de escravidão.
Salário no Portal da Transparência
Apesar da reclamação sobre “não conseguir pagar as contas”, os números mostram uma realidade diferente. Em março de 2026, Eva recebeu uma remuneração bruta de R$ 117.863,72. Após os descontos obrigatórios, o valor líquido que caiu na conta da desembargadora foi de R$ 91.211,82.
Novas regras do Supremo
O desabafo ocorreu após o STF definir que verbas indenizatórias não podem passar de 35% do teto constitucional. A medida atinge diretamente juízes e membros do Ministério Público que acumulavam gratificações por direção de foro e auxílio-alimentação. As novas normas já valem para a folha de pagamento de abril, que será quitada em maio. A magistrada, que tem 35 anos de carreira, alegou que os direitos da classe estão sendo retirados.
A comparação com o regime de escravidão foi o ponto que mais chocou o público e especialistas em direito. Para muitos, usar esse termo para descrever uma das carreiras mais bem pagas do país é desrespeitoso com a história. Enquanto isso, o TJPA não emitiu nota oficial defendendo ou condenando a opinião pessoal da desembargadora. O debate sobre os supersalários do Judiciário volta ao centro das discussões nacionais com força total.
