Direto da redação
Uma operação do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar encerrou, na madrugada desta quarta-feira (12), um cerco tático de mais de 12 horas em um condomínio residencial em Londrina, no Norte do Paraná. A intervenção libertou um casal de idosos mantido como refém dentro de um apartamento no oitavo andar. O agressor, um homem de 46 anos que apresentava sinais claros de surto psicótico, morreu no local após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
A crise teve início na manhã de terça-feira (11), na Avenida Garibaldi Deliberador, Zona Sul do município. A Polícia Militar foi acionada para conter o indivíduo após ele esfaquear o próprio cunhado nas mãos ao perceber que a família planejava sua internação médica. Em seguida, o homem fugiu pelos corredores do edifício, invadiu outros apartamentos e acabou fazendo o casal de idosos refém sob a ameaça de armas brancas.
Entrada por rapel e uso de taser para conter o agressor
Especialistas em gerenciamento de crises do BOPE tentaram uma solução negociada durante mais de 12 horas. Com a evolução do comportamento instável do homem e o aumento do risco à integridade física dos idosos, o comando tático determinou a invasão do imóvel por volta de 0h30. Os policiais acessaram a sacada do apartamento utilizando técnicas de rapel e utilizaram uma arma de incapacitação neuromuscular (taser) para conter o agressor sem efetuar disparos de fogo.
Logo após ser dominado, o homem sofreu uma parada cardiorrespiratória. Socorristas do Samu e do Siate, que já aguardavam de prontidão no prédio, tentaram manobras de reanimação, mas o óbito foi constatado no local. Os idosos resgatados foram retirados do apartamento sem ferimentos físicos e receberam atendimento médico e psicológico imediato das equipes de emergência da cidade.
Inquérito militar e perícia técnica no local do fato
A Polícia Militar do Paraná ressaltou em nota oficial que todas as diretrizes técnicas e protocolos de gerenciamento de crise foram rigorosamente seguidos pelas equipes para resguardar a vida dos reféns. O local do confronto passou por perícia da Polícia Científica para a coleta de evidências e o corpo foi encaminhado ao IML. Um inquérito policial militar foi instaurado para apurar formalmente as circunstâncias do desfecho da intervenção.
