Uma operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) resultou no resgate de 12 pessoas — entre elas dois adolescentes de 15 e 16 anos e dez adultos — que eram mantidas em condições análogas às de escravo em Paranacity, na região Noroeste do Paraná. O caso foi divulgado nesta semana após a ação realizada na última quarta-feira (30).
Entre as vítimas, sete são do Paraguai e foram atraídas para o Brasil por meio de falsas promessas de emprego divulgadas em redes sociais. No local, na zona rural do município, o grupo era obrigado a realizar a colheita de mandioca.
Condições degradantes e falta de pagamento
O esquema de exploração contava com a atuação de um intermediário, conhecido popularmente como “gato”, responsável por recrutar as vítimas pela internet e coordenar o transporte até o Brasil. Desde o final de agosto, o grupo colhia mandioca em propriedades da região sob ordens desse aliciador.
No entanto, o pagamento de salários ocorreu apenas na primeira semana; após isso, os trabalhadores passaram a atuar sem remuneração e sem nenhum respaldo trabalhista.
Apoio e responsabilização
Após o flagrante, os 12 trabalhadores foram imediatamente retirados do local e acomodados em um hotel da região, onde receberam alimentação adequada e assistência humanizada.
Os empregadores identificados serão obrigados a arcar com o pagamento de todas as verbas rescisórias e trabalhistas devidas, além de indenizações por danos morais. O grupo resgatado também terá direito ao seguro-desemprego especial voltado a vítimas de trabalho escravo. Devido à presença de menores de idade entre os explorados, as penalidades legais aplicadas aos responsáveis poderão ser agravadas.
Para acompanhar as principais notícias policiais, investigações e fatos relevantes de todo o estado, continue conectado ao portal.
