Direto da redação
O Brasil enfrenta o desafio severo de conter a perda de centenas de mulheres anualmente durante a gestação ou no puerpério. Celebrado neste 28 de maio, o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna expõe uma realidade incômoda: a Razão de Mortalidade Materna (RMM) no país está fixada em 56,4 mortes a cada 100 mil nascidos vivos, totalizando 1.347 óbitos consolidados ao longo do último ano epidemiológico.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aponta que 9 em cada 10 dessas mortes são totalmente evitáveis caso existam estruturas de diagnóstico precoce e acolhimento humanizado. O plano de metas do Ministério da Saúde estabelece reduzir esse índice para no máximo 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até o ano de 2030.
As quatro principais causas e o papel do pré-natal
De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus), as chamadas causas obstétricas diretas — que decorrem de falhas ou complicações diretamente ligadas à condução clínica da gravidez — respondem por 66% de todos os óbitos maternos no território nacional.
A força da multidisciplinaridade no SUS e os sinais de alerta no puerpério
Especialistas defendem que a chave para derrubar os índices reside na atuação integrada de equipes multidisciplinares. Amparado pela Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (Lei 7.498/1986) para assistir partos de baixo risco, ele coordenou uma reformulação no Hospital Municipal de Viçosa, em Alagoas, elevando a capacidade local de 90 para 600 partos anuais.
Siga as redes sociais do Portal PRMais para acessar os guias detalhados sobre os exames obrigatórios do pré-natal gratuito oferecido nos postos de saúde do Paraná. Nossa redação segue acompanhando as pautas de saúde pública e direitos das famílias. Fique por dentro de todas as nossas atualizações diárias!
