Uma família moradora de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, viveu momentos de desespero após perder R$ 4 mil em um golpe virtual. Os criminosos utilizaram fotos e dados de uma advogada que representa as vítimas para simular a vitória em um processo judicial. A farsa envolveu o agendamento e a encenação de uma audiência on-line para dar veracidade à abordagem. O prejuízo financeiro deixou a família sem recursos básicos para a compra de alimento e gás de cozinha.
Encenação de videochamada, promessa de causa ganha e transferências por PIX
A família aguardava há anos pelo desfecho de uma ação promovida contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao entrarem em contato pelo aplicativo de mensagens, os golpistas afirmaram que o dinheiro da causa já estava liberado para saque imediato. Contudo, durante a falsa reunião virtual, exigiram transferências via PIX sob o pretexto de quitação de taxas e custas do Judiciário. Abalados e induzidos pela encenação, as vítimas transferiram todo o saldo mantido na conta.
O impacto econômico no lar foi imediato, obrigando os moradores a recorrerem ao uso de fogão a lenha para a preparação das refeições. Em depoimento, os atingidos relataram que o vocabulário técnico utilizado pelos estelionatários dificultou qualquer suspeita no momento do contato. A falsa defensora chegou a enviar mensagens comemorativas simulando empatia pela conquista dos direitos da cliente. O caso foi registrado na Polícia Civil do Paraná, que apura a autoria dos crimes virtuais.
Média diária de 50 golpes virtuais no Paraná e recomendações de segurança da OAB
Dados levantados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apontam que o Estado registra uma média diária de 50 golpes virtuais. Entidades jurídicas alertam que advogados e órgãos do Poder Judiciário nunca exigem depósitos prévios ou transferências por PIX. A orientação principal para evitar cair em fraudes é verificar rigorosamente o nome do favorecido antes de confirmar qualquer pagamento. Em caso de dúvidas, o cliente deve entrar em contato presencial com o escritório de advocacia.
A Polícia Civil orienta que as vítimas de fraudes eletrônicas façam o boletim de ocorrência imediatamente e acionem o banco responsável. O bloqueio cautelar das contas bancárias de destino pode auxiliar na tentativa de recuperação dos valores desviados. A prevenção e a checagem dupla de informações permanecem como os principais mecanismos de proteção da população contra estelionatos digitais. Para acompanhar mais matérias sobre segurança, fraudes, polícia, defesa do consumidor e direitos no Paraná, continue no portal.
