Direto da redação
Um acidente de trabalho resultou na morte de um operário na Rua Guilherme Farel, localizada na Gleba Fazenda Palhano. O soterramento ocorreu no canteiro de obras de um centro de distribuição próximo à Universidade Estadual de Londrina (UEL). A vítima atuava por uma empresa terceirizada contratada pela construtora responsável pela execução do empreendimento imobiliário. O homem realizava a instalação de tubulações hidráulicas quando o barranco ao seu lado cedeu subitamente.
Outros funcionários do local tentaram resgatar o colega de trabalho antes do socorro especializado chegar à obra. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU compareceram rapidamente ao local, mas o óbito foi confirmado ainda na vala. Ao chegarem, os socorristas constataram que a vítima já havia sido parcialmente desenterrada pelos trabalhadores locais.
Identificação de ferimento e incerteza sobre a causa do óbito
Durante o atendimento, os bombeiros identificaram uma perfuração considerável na região abdominal da vítima do acidente. Existe a suspeita de que a lesão tenha sido provocada involuntariamente durante as tentativas desesperadas de resgate. Contudo, a corporação ressaltou que apenas exames periciais poderão apontar o que realmente causou a lesão.
Além do resgate, a equipe do Corpo de Bombeiros realizou uma inspeção preliminar nas condições do canteiro. O tenente André Brito informou que a área escavada não apresentava as estruturas essenciais de escoramento de proteção. Esse tipo de sustentação é obrigatório em escavações para conter as paredes de terra e evitar desabamentos.
Depósito inadequado de terra e investigação das responsabilidades
Os socorristas também observaram que os entulhos e a terra retirada da escavação estavam acumulados na borda. A norma de segurança exige que esses materiais sejam depositados a uma distância segura da margem da vala. O peso excessivo próximo ao barranco pode ter sido o fator decisivo para o desmoronamento sobre o trabalhador.
