Direto da redação
A Polícia Federal deflagrou a Operação Trama de Aço para desarticular uma grande organização criminosa no estado. O grupo investigado é especializado no tráfico internacional e interestadual de armamentos de uso restrito das forças armadas. A rede operava ativamente na região de fronteira com o Paraguai e mantinha conexões diretas com o estado do Rio de Janeiro. Segundo as apurações, a cidade de Curitiba era utilizada pela quadrilha como um importante entreposto logístico regional. As armas enviadas alimentavam grupos criminosos extremamente violentos e facções que atuam em diferentes regiões do país.
O trabalho de investigação teve início a partir da análise de diversas apreensões efetuadas pelas forças policiais. Na ocasião, diversos transportadores conhecidos como mulas foram flagrados com fuzis, pistolas e carregadores de munição. A partir dessas prisões, a Polícia Federal conseguiu mapear os verdadeiros responsáveis pelo recrutamento dos motoristas. Os agentes também identificaram toda a logística das cargas ilícitas e a movimentação financeira realizada pela quadrilha. O mapeamento completo permitiu descobrir o direcionamento constante das armas para o crime organizado e assaltos.
Abastecimento do crime organizado e assaltos a bancos
Os elementos de prova reunidos indicam que os armamentos eram destinados a facções atuantes no Rio de Janeiro. Além disso, os fuzis abasteciam criminosos envolvidos em assaltos violentos contra o patrimônio em solo paranaense. Entre as ações ligadas ao grupo está o assalto à agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Itaperuçu. O crime contra a instituição bancária ocorreu em 2024 e chocou toda a população da Região Metropolitana de Curitiba. A neutralização da rota de armas visa interromper de forma definitiva o fluxo de insumos bélicos para esses grupos.
Para a execução desta fase ostensiva, a Polícia Federal mobilizou mais de cinquenta policiais federais diretamente em campo. As equipes saíram às ruas para cumprir oito mandados de prisão preventiva e dezessete ordens de busca e apreensão. As ordens expedidas pela Justiça Federal visam apreender munições, documentos e mídias eletrônicas de interesse da investigação. O material recolhido pelos agentes será analisado detalhadamente para aprofundar os desdobramentos dos trabalhos em andamento. Os alvos da operação cumpriram mandados em Curitiba, Quitandinha, Fazenda Rio Grande, Colombo e Matinhos.
Crimes investigados e desdobramentos da operação
Os investigados pela Polícia Federal poderão responder judicialmente por diversos crimes de extrema gravidade perante a Justiça. Entre as acusações formais estão os delitos de organização criminosa e tráfico internacional de armas de fogo. A legislação brasileira prevê penas bastante severas para quem realiza o transporte e a comercialização ilícita de armamentos. As autoridades policiais não descartam a identificação de novos ilícitos a partir de todo o material apreendido nas buscas. A ação coordenada no Paraná representa um duro e decisivo golpe na logística do crime organizado nacional.
