Direto da redação
O combate ao mercado ilegal de produtos fumígenos ganhou um novo capítulo na Região Metropolitana de Curitiba. A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Vietato. A ofensiva ostensiva foi desenhada para desarticular e reprimir uma rede criminosa estruturada que atuava no contrabando, na distribuição em larga escala e na comercialização clandestina de cigarros de origem estrangeira no comércio local.
A investigação que culminou na operação de hoje teve como estopim uma prisão em flagrante realizada anteriormente, na qual um indivíduo foi surpreendido transportando um carregamento massivo de cigarros de origem paraguaia sem qualquer documentação fiscal. O núcleo de inteligência da Polícia Federal aprofundou as apurações e mapeou o organograma da organização logística.
Alvos na Capital e Região Metropolitana com apoio da GM de São José
Os mandados foram cumpridos simultaneamente em endereços residenciais de operadores e em sedes de estabelecimentos comerciais situados em Curitiba e em municípios da Região Metropolitana. As investigações apontam que o grupo contava com uma cadeia capilarizada que incluía fornecedores de fronteira, intermediadores de frete e pequenos comerciantes varejistas (como mercearias e bares de bairro) para desovar o produto contrabandeado.
Cinco prisões em flagrante e apreensão de registros financeiros
Durante as buscas nos endereços indicados, os agentes federais conseguiram capturar cinco pessoas em flagrante devido à posse imediata de grandes volumes de mercadorias clandestinas e outros ilícitos. O balanço parcial da PF indica o recolhimento de milhares de maços de cigarros estrangeiros introduzidos ilegalmente no território nacional, além de aparelhos eletroeletrônicos, documentos de transporte, mídias digitais e registros financeiros manuais e eletrônicos.
Os materiais apreendidos e os cinco detidos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para a formalização dos autos de prisão. Os investigados deverão responder, de acordo com suas participações individuais na engrenagem, pelos crimes de contrabando e associação criminosa. As penas somadas podem ultrapassar os sete anos de reclusão, sem prejuízo de novas autuações caso a perícia identifique crimes correlatos, como lavagem de dinheiro ou evasão de divisas.
