A Ponte de Guaratuba, complexo de engenharia projetado para conectar de forma definitiva os municípios de Matinhos e Guaratuba sobre a baía costeira, passou a figurar oficialmente no ranking das maiores pontes do Brasil. Medindo mais de 1.200 metros de extensão linear, a nova travessia rodoviária da PR-412 passa a integrar um grupo seleto dominado por obras monumentais que desafiaram a geografia do país nas últimas décadas.
Fim do gargalo e o topo do ranking nacional
O antigo modelo de balsas gerava filas quilométricas de caminhões e automóveis, prejudicando o escoamento de mercadorias e o turismo regional, especialmente na alta temporada de verão. No entanto, embora o projeto paranaense impressione pelas dimensões e pelo uso de aduelas pré-moldadas de alta tecnologia, o topo absoluto do ranking nacional permanece intocável sob o domínio da icônica Ponte Rio–Niterói (Presidente Costa e Silva), inaugurada em março de 1974.
A gigante fluminense registra assustadores 13,29 quilômetros de extensão total, sendo que 8,83 km do trajeto cruzam diretamente as águas da Baía de Guanabara, recebendo mais de 150 mil veículos diariamente. No segundo posto do pódio nacional, destaca-se a Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Paraná, um complexo de 3,7 quilômetros de comprimento entregue em 1998 para ligar o Mato Grosso do Sul ao estado de São Paulo.
A maior do Paraná e o gigante capixaba
A maior estrutura localizada dentro das fronteiras do território paranaense continua sendo a Ponte Ayrton Senna, também erguida sobre as correntes do Rio Paraná na temporada de 1998. O monumento possui 3,6 quilômetros de extensão contínua, interligando de forma ágil as operações comerciais do município de Guaíra, no Oeste do Paraná, à cidade de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. Fechando o pelotão de elite das três primeiras posições nacionais, aparece a famosa Terceira Ponte, localizada no Espírito Santo, que estende seus 3,33 quilômetros de asfalto para conectar as rotas urbanas de Vitória e Vila Velha.
O monitoramento ambiental do perímetro da baía e a instalação dos pilares de sustentação marítima exigiram vistorias técnicas rigorosas para mitigar o impacto na fauna marinha local. Os motoristas de Curitiba que se deslocam rumo às praias do Sul agora desfrutam de uma viagem consideravelmente mais segura, rápida e livre de tarifas abusivas de travessia. O Paraná consolida sua infraestrutura e pavimenta o caminho para o desenvolvimento.
