Direto da redação
A Justiça do Paraná condenou Douglas Felipe Romanovski a penas que somam mais de 46 anos de prisão pelo assassinato de Fábio José de Souza e de sua mãe, Maria Auxiliadora da Silva de Souza. Os crimes ocorreram em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. A sentença proferida pela 2ª Vara Criminal do município responsabilizou o réu por dois latrocínios (roubo seguido de morte), dois crimes de ocultação de cadáver e fraude processual majorada.
A decisão impôs a Douglas 44 anos, oito meses e seis dias de reclusão, somados a um ano, seis meses e dois dias de detenção, além de 111 dias-multa. O juízo fixou o cumprimento inicial da pena em regime fechado e negou ao condenado o direito de recorrer da decisão em liberdade, mantendo a sua custódia cautelar no sistema penitenciário.
Duplo latrocínio, esquartejamento e ocultação em geladeiras
O caso ocorreu no Condomínio Clube Las Vegas, no bairro Bonfim. De acordo com a acusação, Fábio foi morto por asfixia, momento em que o réu se apropriou de seu veículo, aparelho celular, recursos financeiros e assumiu a posse de dois apartamentos da vítima. Poucos dias depois, Maria Auxiliadora foi assassinada pelo mesmo método ao ir ao local investigar o paradeiro do filho, oportunidade na qual foram transferidos R$ 42,6 mil da conta da idosa para contas do réu e de seu filho.
Após as execuções, o réu esquartejou as vítimas e ocultou os corpos no interior de geladeiras, chegando a desovar parte dos restos mortais de Fábio em uma área de mata isolada. Para simular que Maria Auxiliadora continuava viva e retardar a ação policial, o condenado utilizou ferramentas de inteligência artificial para clonar a voz da vítima em mensagens de áudio enviadas aos parentes.
Tese de defesa rejeitada e manifestação da família
Em depoimento prestado ao longo do processo, Douglas confessou ter provocado as mortes, mas negou a intenção de roubar e tentou justificar a primeira execução alegando ter sido vítima de um suposto abuso, tese inteiramente rebatida e desmentida por laudos periciais e depoimentos. A Justiça rejeitou integralmente a versão da defesa, confirmando a motivação patrimonial de ambos os homicídios.
