Direto de redação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma grande operação policial nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, três de julho de 2026. O objetivo principal da ação institucional é cumprir 36 ordens judiciais contra uma estruturada organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. O grupo vinha atuando continuamente em diversos municípios da região Sudoeste do Paraná e expandindo atividades.
Os agentes contam com o suporte técnico de cães farejadores e o apoio aéreo de um helicóptero da própria instituição. Os policiais têm a missão de capturar os líderes do grupo e também os traficantes locais menores. Os mandados são cumpridos simultaneamente nas cidades paranaenses de Marmeleiro, Renascença, Francisco Beltrão e Cruzeiro do Oeste, além do município catarinense de Chapecó.
Investigação durou dois anos e revelou comércio de entorpecentes por atacado
A grande operação desta semana é o resultado direto de investigações policiais complexas que foram iniciadas pelas equipes ainda em 2024. Na época, a Polícia Civil já havia realizado apreensões menores e prisões preventivas de suspeitos associados. A partir do cruzamento de provas e de novas diligências de inteligência, os investigadores conseguiram mapear a estrutura organizacional completa.
A autoridade policial revelou que os criminosos forneciam entorpecentes em grandes volumes para abastecer os pontos de comercialização de rua. Dessa forma, outros traficantes locais compravam as cargas maiores para fracionar e realizar a revenda direta aos usuários finais. O modelo de negócios ilícito garantia uma alta rentabilidade financeira para a liderança e agilizava o transporte dos carregamentos ilícitos pelas rodovias federais.
Líder da quadrilha movimentou cerca de um milhão de reais em conta
Durante o curso dos levantamentos financeiros, o setor de inteligência identificou transações bancárias muito expressivas em nome de um dos líderes. As contas correntes analisadas alcançaram a cifra de aproximadamente um milhão de reais em movimentações recentes. Todo esse montante financeiro bloqueado pela Justiça Federal é proveniente das práticas criminosas de venda de drogas.
